sábado, 7 de fevereiro de 2015

Tempo

O tempo para Caetano 



Tempo é um dos Deuses mais lindos.

Mário Quintana


O Tempo

vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. 
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida. 
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. 
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O Mito




Sequer conheço Fulana,
vejo Fulana tão curto
Fulana jamais me vê,
mas como eu amo Fulana.
Amarei mesmo Fulana?
ou é ilusão de sexo?
talvez a linha do busto,
da perna, talvez o ombro.
Amo Fulana tão forte,
amo Fulana tão dor,
que todo me despedaço
e choro,menino, choro
Mas Fulana vai se rindo...
Vejam Fulana dançando
No esporte ele está sozinha
No bar, quão acompanhada.
E Fulana diz mistérios,
diz marxismo, rimmel, gás.
Fulana me bombardeia,
no entanto sequer me vê.
E sequer nos compreendemos,
É dama de alta fidúcia,
tem latifúndios, iates,
sustenta cinco mil pobres,
Menos eu... que de orgulhoso
me basto pensando nela
Pensando com unha, plasma,
fúria, gilete, desânimo.
Amor tão disparatado,
Desbaratado é que é...
Nunca a sentei no meu colo
nem vi pela fechadura.
mas eu sei quanto me custa
manter esse gelo digno,
essa indiferença gaia,
e não gritar: Vem, Fulana!
Como deixar de invadir
sua casa de mil fechos
e sua veste arrancando
mostrá-la depois ao povo
tal como é, ou deve ser:
branca, intacta, neutra, rara,
feita de pedra translúcida,
de ausência e ruivos ornatos.
Mas como será Fulana,
digamos, no seu banheiro?
Só de pensar em seu corpo,
o meu se punge...Pois sim.
Porque preciso do corpo
para mendigar Fulana,
rogar-lhe que pise em mim,
Que me maltrate... Assim não.
Mas Fulana será gente?
Estará somente em ópera?
Será figura de livros?
Será bicho? Saberei?
Não saberei? Só pegando,
pedindo: Dona, desculpe,
O seu vestido esconde algo?
tem coxas reais? cintura?
Fulana às vezes existe
demais: até me apavora.
Vou sozinho pela rua,
eis que Fulana me roça.
Olho: não tem mais Fulana.
Povo se rindo de mim.
(Na curva do seu sapato
o calcanhar rosa e puro.)
E eu insonte, pervagando
em ruas de peixe e lágrima
Aos operários: a vistes?
Não, dizem os operários.
Aos boiadeiros: A vistes?
Dizem não os boiadeiros.
Acaso a vistes, doutores?
Mas eles respondem: Não!
Pois é possível? pergunto
aos jornais: todos calados.
Não sabemos se Fulana
passou. De nada sabemos.
E são onze horas da noite,
são onze rodas de chope,
onze vezes dei a volta
de minha sede; e Fulana
talvez dance no cassino
ou, e será mais provável,
talvez beije no Leblon,
talvez se banhe na Cólquida;
talvez se pinte no espelho
do táxi; talvez aplauda
certa peça miserável
num teatro barroco e louco;
talvez cruze a perna e beba,
talvez corte figurinhas,
talvez fume de piteira,
talvez ria, talvez minta.
Esse insuportável riso
de Fulana de mil dentes
(anúncio de dentifrício)
é faca me escavacando.
Me ponho a correr na praia.
Venha o mar! Venham cações!
Que o farol me denuncie!
Que a fortaleza me ataque!
Quero morrer sufocado,
quero das mortes a hedionda,
quero voltar repelido
pela salsugem do largo,
já sem cabeça e sem perna,
à porta do apartamento,
para feder: de propósito,
somente para Fulana.
E Fulana apelará
para os frascos de perfume.
Abre-os todos: mas de todos
eu salto, e ofendo, e sujo.
E Fulana correrá
(nem se cobriu; vai chispando)
talvez se atire lá do alto.
Seu grito é: socorro! e deus.
Mas não quero nada disso.
Para que chatear Fulana?
Pancada na sua nuca
na minha é que vai doer.
E daí não sou criança.
Fulana estuda meu rosto.
Coitado: de raça branca.
Tadinho: tinha gravata.
Já morto, me quererá?
Esconjuro se é necrófila...
Fulana é vida, ama as flores,
as artérias e as debêntures.
Sei que jamais me perdoara
matar-me para servi-la.
Fulana quer homens fortes,
couraçados, invasores.
Fulana é toda dinâmica,
tem um motor na barriga.
Suas unhas são elétricas,
seus beijos refrigerados,
desinfetados, gravados
em máquina multilite.
Fulana, como é sadia!
Os enfermos somos nós.
Sou eu, o poeta precário
que fez de Fulana um mito,
nutrindo-me de Petrarca,
Ronsard, Camões e Capim;
Que a sei embebida em leite,
carne, tomate, ginástica,
e lhe colo metafísicas,
enigmas, causas primeiras.
Mas, se tentasse construir
outra Fulana que não
essa de burguês sorriso
e de tão burro esplendor?
Mudo-lhe o nome; recorto-lhe
um traje de transparência;
já perde a carência humana;
e bato-a; de tirar sangue.
E lhe dou todas as faces
de meu sonho que especula;
e abolimos a cidade
já sem peso e nitidez.
E vadeamos a ciência,
mar de hipóteses. A lua
fica sendo nosso esquema
de um território mais justo.
E colocamos os dados
de um mundo sem classes e imposto;
e nesse mundo instalamos
os nossos irmãos vingados.
E nessa fase gloriosa,
de contradições extintas,
eu e Fulana, abrasados,
queremos... que mais queremos?
E digo a Fulana: Amiga,
afinal nos compreedemos.
Já não sofro, já não brilhas,
mas somos a mesma coisa.
(Uma coisa tão diversa
da que pensava que fôssemos.)

Drummond

112 Anos do Poeta de Sete faces.



Por ele mesmo. Maravilhoso.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Francisco

São coisas cliches que levam você a dar a musica um sentido a ela em sua vida. E essa foi quando um dos meus 2 amores nasceu.

São duas musicas, uma se confundi com o amor que já foi deixado e a outra é o ninar e carregar ele a todo momento de angustia e choro, era so canta-la que ficava me olhando e "dizendo" amo você papai.






Fora as outras peripecias! RSRRS


A de ninar.


Musicas da Vida

Essa diz por si só. Fique com a Bethania e chore. Isso que é uma musica do Cristian e Ralf. E olha o que ela Faz!




sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Cantoria

Bom, foi essa musica que me ajudou a superar um momento dificil. É ate engraçado como lidamos com as coisas. A musica supracitada é um espelho do que eu tinha vivido ao lado de uma pessoa, tudo que é cantoria e dito nessa musica, e por incrível que parece me ajudou a superar isso. São coisas da vida, mimese, catarse ou qualquer tipo de nome que queira dar-lhe.



Enfim, alem disso essa cantoria é Linda!

terça-feira, 29 de julho de 2014

Dorival Caymmi

Bom essa semana vou postar algumas musicas que marcaram a minha vida. Em todos os sentidos.
Vou começar com Caymmi. Que no meio da montanha mesmo sem mar, mas com rio, o sentido da vida velejadora penetra na alma. Aquele cotidiano, vivido por nos brasileiros. Um sentido universal. Não importa aonde, mas como você lida com as diferenças.
Chega de conversa e vamos com a musica "A Jangada Voltou Só"




sábado, 19 de julho de 2014

J. C

"Debemos estar dispuestos a renunciar a la vida que planeamos para poder vivir la vida que nos espera"

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sonho passado.

Depois de muito tempo eis que numa noite fria e chuvosa. Hoje eu sonhei contigo. O sonho é a realidade já não vivida mais. Ou o querer de sonhar. Mas foi bonito sonhar coisas que já havia me esquecido. Mas foi doloroso ao olhar do lado é ver somente a retícula prosperar uma imagem apagada.

Mas passou e isso me conforta. Não penso e não vivo mais por você. O que esta guardado entre as montanhas jamais sera apagado. E aqui neste coração medíocre sera as lembranças de uma vida cheia de amor.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Miragem.

Quando você conhece alguém, que no começo te respeita e te admira, você como ser humano acha o máximo. Tenta das melhores maneiras uma simbiose entre o seu coração e sua razão. É assim que nasce uma paixão e um amor.
O sentimento, ou desejo, sempre nos trazem alegria, mas também vem a dor a angustia, o medo de perder. Nos lidamos a todo momento com essa dialética (Amor - Sofrimento) razão -loucura entre tantas outras presentes no mundo contemporâneo. Outro ponto interessante, é que o ser-humano é adaptável e aceita certas condições, ou para sobreviver, ou simplesmente num ato de loucura abandonar, tudo aquilo que é construído ao longo do tempo.
A necessidade do agora, do ter do desejo, paira no século XX e principalmente no presente momento.
Agora além aceitar, ele é aceito. Mas de certa maneira o pessimismo aqui é pouco perante o esvaziamento do ser-humano. Pensar em si? ou Pensar em ti?
A vida é feita de conceder, no sentido de dialogar para encontrar uma solução razoável para determinado tema. Não se pode quando nos seres sociais, simplesmente tomar-lhe para si a decisão que envolva um coletivo. Você pode até negar e não aceitar a preposição, mas tem que ao menos ouvi-la e botar na balança a real necessidade de sua ação.
Aqui chamo a ciência tecnocrata; Realmente toda ação a de ter uma reação. Para alem disso temos as intenções e o Desejo.
Apesar dessa simbiose, dessa troca, o ser-humano tem se mostrado cada vez mais vazio, em sua mediocridade, que o leva a quase um estado de insanidade. Querendo a todo custo passar por cima de qualquer coisa, seja a família, os filhos...
Nos esquecemos facilmente dos momentos, seja de alegria ou tristeza. A memoria é como um labirinto, que os caminhos são muitos, mas somente uma saida. E assim vamos esquecendo do passado e do presente. Trazendo conosco o que nos convem a ser lembrado, lembrar que fizeram algo de errado ou de bom é interessante? O que eu quero lembrar? Qual o motivo da lembrança, memoria?
Assim vamos vivendo na nossa medíocre vida que passa aos olhos da cidade.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Livre Opinião.

Para quem vista esse Blog, que é quase um anonimo, perante a Bilhões de pesssoas ligadas na Matrix.
Quero expressar minha alegria pelo Projeto Comandado por Jorge Fiholini - Vulgo Jorgitos - e Vinicius Andrade - heteronimo - Fulgozitos. Sei que tive uma pequena participação na construção dessa ideia. Lembremos do Jornal. Entre outras coisas. Estarão sempre guardado em um lugar especial.

Essa semana que se passou, foram convidados para ir a São Paulo a discutir um pouco sobre a cultura com um escritor que apesar de fazer mais sucesso na setima arte com o "Cheiro do Ralo". Traz uma entrevista sensacional com Lourenço Mutarelli.

Visitem quem gosta de Cultura e valoriza o que é do Brasil e do mundo. Como dizia Guimarães: O sertão está em todo lugar.

http://livreopiniao.com/

Que esse projeto so cresça e que vocês podem contar com a infame racionalidade de Josecrispim.


Abraços,

Jonas


terça-feira, 20 de maio de 2014

Pode Demorar II

Busquei o Facão, aonde já não vou visitar.
Vi amigo e inimigos mortos no chão.
Veio as lembranças que poderia ser eu.

Logo peguei o presente, pra nunca mais sentir a sensação
Aquela que penetra e nao sai da sua lição.

Alguns me diziam que agora e a solução
ferro e fogo, unhas e dentes. Voltarai agora pra fazer a execução.
Outros diziam que agora não é hora, melhor esperar que avida lhe traz a morte,

Escutei aquilo e vi escorrendo sangue pelas ruas, nas favelas pequenas.
O baile funk estava atoda. as mulheres dançando e os homens degladiando,
Sai di finim pra ninguem ouvir os pensamentos.

Aqueles que foram embora, agora já é tempo.
Tempo de voltar a ser o que sou.
Um homem sozinho nessa cidade nebulosa.

Agora eu espero, o momento pra agir.
Aquele momento que demora a surgir,
Mas nao vou desistir, faço isso por eles.

Para que o nosso amor nao seja roubado por ninguem.


Lampiõnes

domingo, 18 de maio de 2014

Pode demorar?

Não escapará.
A tocaia ja está no ar.
Não adianta Fingir,
Muito menos Fugir!

Vai que está no ar,
as rajadas já não posso parar.
A semana passou, e a vontade aumentou.
Agora nem Deus a de parar.

Não Escapará
Ela chegou lentamente
Pra lembrar que existe agente
Gente que pega facão e mata azulão.

Demorar anos ou dias, ja nem bem sei,
A alquimia do projeto e da solução
Agora é que me faz ficar em pé.
No FIM...

Eu escaparei
Para ver chorar a alegria
de um dia chorar de tristeza,
Não adianta desculpa
Agora a culpa é sua.


Lampeõnes

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Seringueira

A antiga seringueira me deu a borracha,
para que simplesmente à apagasse do meu coração.
Ela agora está no chão, chorando e dizendo:
Só marquei você com a desilusão.